Yvirá Cátedra UNESCO de Educação e Diversidade Cultural UNESCO
JUNHO/JULHO 2026 | nº7

Brincar, sentir, educar

Brincar é importante, mais ainda ao ar livre, um recurso bastante restritivo nas dinâmicas da vida nas cidades.

A discussão sobre brincar ao livre nos faz lembrar que a crise ambiental também importa no aprendizado.

A prática da escuta é um ponto importante no processo de lidar com as emoções.

Nossas recomendações dessa edição estão relacionadas também com o brincar, sentir, viver.

JUNHO/JULHO 2026 | nº 7 | Nova edição de YVIRÁ traz experiências e mostra que, de alunos a professores, é possível uma escola diferente

Querida comunidade leitora,

Quando pensamos em escola, vem sempre a ideia de disciplinas, matérias para estudar, provas e avaliações. E se houvesse uma escola diferente? Esta edição de YVIRÁ tem como foco o brincar e o sentir, que são fundamentais para o educar.

Brincar é importante, mais ainda ao ar livre, um recurso bastante restritivo nas dinâmicas da vida nas cidades. Casas sem quintal, insegurança para frequentar as praças e espaços públicos. Onde a criança vai ter oportunidade de regular a atenção, organizar o comportamento e aprender em relação com o ambiente e com o outro?

Brincar é importante, mais ainda ao ar livre, um recurso bastante restritivo nas dinâmicas da vida nas cidades.

É com essa reflexão que na seção Cadê a prova? as “Amigas da Rede CpE” Mônica Oliveira e Virgínia Chaves falam sobre a importância de brincar ao ar livre na prática escolar, não apenas como uma distração ou lazer no momento do intervalo, mas como parte da formação na Educação Infantil.

A discussão sobre brincar ao livre nos faz lembrar que a crise ambiental também importa no aprendizado. A entrevista dessa edição da YVIRÁ trata desse tema, com uma conexão pouco intuitiva no primeiro momento: Naercio Menezes Filho conversa com Elisa Martins sobre o impacto da emergência climática sobre o desenvolvimento infantil. Na vida intrauterina, o que a mãe sente também pode vir a interferir no comportamento e aprendizado escolar das crianças.

A discussão sobre brincar ao livre nos faz lembrar que a crise ambiental também importa no aprendizado.

Uma escola com mais brincar e com mais sentir, diferente da escola tradicional, já existe e é apresentada na seção Vale nota, que apresenta o relato da professora Leila Rocha Sarmento Coelho à pesquisadora associada da Rede CpE Ana Cláudia de Souza sobre a Escola dos Sonhos como alternativa educativa. A Escola dos Sonhos fica no município de Bananeiras, na Paraíba, e não é separada por série ou idade: o engajamento é coletivo, em função de projetos construídos a partir da escuta, em uma dinâmica que envolve educadores e famílias.

A prática da escuta é um ponto importante no processo de lidar com as emoções. Muito se fala em desenvolver competências socioemocionais nos estudantes, mas ainda pouco se atenta ao modo como educadores lidam com as suas próprias emoções. A chamada para o autocuidado é o que Sonia Maria Guedes Gondim oferece também na seção Cadê a prova?: Lidar com as emoções é requisito essencial para educadores, do mesmo modo que brincar é para as crianças, pois envolve o bem-estar, a saúde psíquica e melhora as relações com os outros e com o mundo.

A prática da escuta é um ponto importante no processo de lidar com as emoções.

Nossas recomendações dessa edição estão relacionadas também com o brincar, sentir, viver. A seção Intervalo apresenta a resenha do nosso editor Fernando Louzada sobre o Nariz de Tamanduá, um podcast para crianças que farejam ciência em tudo, que é um recurso lúdico que pode integrar a sala de aula a favor da aprendizagem.

Nossas recomendações dessa edição estão relacionadas também com o brincar, sentir, viver.

E na seção Ciência Conta, Janaina Weissheimer, coordenadora-geral da Rede CpE, explica os resultados de uma pesquisa que mostra que pessoas multilíngues têm a metade de chances de mostrar sinais de envelhecimento cognitivo quando comparadas com as pessoas que falam apenas uma língua. Então, Para ter um cérebro mais jovem, aprenda línguas!

Por fim, em Como assim? que traz perguntas que inquietam os docentes, a professora e “Amiga da Rede CpE” Renata Silva Bergo questiona como construir uma formação continuada que lide com as assimetrias entre o que professores querem e precisam em sala de aula. Quem responde é a professora Manuelita Falcão Brito, que apresenta uma proposta que cria pontes, nos convidando a refletir Do conteúdo à metodologia, como construir uma formação continuada de professores. Esta edição de YVIRÁ apresenta experiências, e mostra que sim, é possível uma escola diferente.

Boa leitura!

Comitê Editorial

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