Como assim?
Perguntas que inquietam os docentes
ABRIL/MAIO 2026 | nº6 |
Nesta seção, especialistas convidados por YVIRÁ respondem a perguntas enviadas por professores que integram a Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) como “Amigos da Rede”.
Para esta edição, o professor Ronaldo Mota, titular da Cátedra em Inteligência Artificial e pesquisador visitante emérito/ FAPERJ no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica como equilibrar a apresentação de tecnologias digitais no ambiente escolar. Ele debate estratégias e recomendações de como atender às demandas do mercado de trabalho sem que o uso de telas e redes sociais afete negativamente os alunos, e sem descumprir a lei que restringe o uso de celulares nas escolas. Confira a seguir.
Equilíbrio digital
“Como apresentar as tecnologias digitais aos estudantes? Por um lado, o mercado de trabalho se queixa da falta de preparo dos jovens em relação ao tema. Por outro, vemos notícias sobre os efeitos do uso das redes sociais na memória e na atenção. Ao mesmo tempo, vivemos a restrição ao uso de celulares nas escolas, enquanto sabemos que o investimento em computadores e afins, principalmente na rede pública, é um grande desafio. Como seria possível alinhar as diferentes necessidades na prática?”
(Enviada por Aretusa Brandão Brito, diretora de escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, mestranda em Estudos Culturais, cidade Mogi das Cruzes, SP.)
Manuelita Falcão Brito
Manuelita Falcão Brito
Manuelita Falcão Brito
Manuelita Falcão Brito
Manuelita Falcão Brito
Manuelita Falcão Brito
Nesta seção, especialistas convidados por YVIRÁ respondem a perguntas enviadas por professores que integram a Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) como “Amigos da Rede”.
Para esta edição, Manuelita Falcão Brito, superintendente executiva na Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da FGV DGPE toca num ponto que muitos educadores conhecem bem: a distância entre o que os cursos de formação inicial e continuada oferecem e o que os professores realmente querem e precisam em sala de aula. No texto a seguir, ela mergulha em questões raramente feitas quando se concebe uma proposta formativa de professoras. Confira.
Perceber as diferenças entre os professores é o mesmo que se espera que eles observem em relação aos alunos: cada um chega com um repertório e com necessidades distintas.
Uma proposta que cria pontes
Professores sobrecarregados não têm disposição para formações longas, estritamente teóricas e desconectadas da sala de aula.
“Como construir uma proposta de formação continuada de professores que possa responder à lacuna existente nos cursos de licenciatura a respeito das contribuições advindas da psicologia da educação e das neurociências que de fato se aproximem das realidades locais? Como essa formação pode produzir caminhos pedagógicos eficazes que valorizem os conhecimentos e práticas já existentes e respeitem as necessidades e os interesses manifestados pelos próprios profissionais em capacitação?”
A ciência nos ensina, dentre muitas outras coisas, que adultos aprendem melhor quando o novo conhecimento se ancora em algo que já sabem, quando há espaço para reflexão e quando o aprendizado tem aplicação prática imediata.


