Elisa Martins
Jornalista, especial para a Yvira
Sabemos que a IA já fazia parte da vida desses jovens, então nossa preocupação é também conscientizar sobre as potencialidades e os limites dela, sobre o que ela agrega e os cuidados que devemos ter.
Os professores também devem entender a necessidade de cuidado com os dados dos alunos e os próprios. Ter essa consciência é importante, inclusive sobre a necessidade de usar a IA com propósito, porque ela consome recursos: luz, água, minerais.
No exterior, há
pesquisas sendo feitas
para estabelecer o
nível de maturidade
dos professores no uso
da IA. Um estudo da
OCDE indica que o país
da América Latina com
maior avanço nesse
sentido é a Colômbia.
Depois vêm o Uruguai e
então Brasil, Argentina
e México.
Acredito que a
educação tem conexão
com o afetivo. Não
concordo em retirar o
componente humano,
como nos exemplos
mais radicais do
exterior que mencionei.
Mas também é verdade
que o contexto
demanda mudanças
nas habilidades e
competências dos
professores.
A IA hoje depende de como ela se adapta a cada usuário. E há um grande perigo no uso sem conhecimento. Há máquinas e humanos no controle de todos esses dados.
Elisa Martins
Jornalista, especial para a Yvira
ABRIL/MAIO 2026 | nº.6 | Como parte de iniciativa pioneira em escolas do Piauí, professora e pesquisadora Rosa Viccari defende formação docente com ampla compreensão de benefícios e limites do uso de IA em salas de aula
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
A inteligência artificial está transformando o processo de ensino-aprendizagem no mundo. A velocidade com que isso acontece é tamanha que desafia escolas, professores e alunos. No exterior, avançam iniciativas que substituem os docentes por tutores de IA. Não é um cenário difundido no Brasil, mas o avanço da tecnologia demanda dos professores uma capacitação cada vez mais apurada. Nesse campo de estudos atuam pesquisadores como Rosa Viccari, professora do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em sistemas inteligentes de ensino-aprendizagem e inteligência artificial.
Ela atua num projeto pioneiro que busca capacitar professores para ministrar disciplinas de IA a mais de 12 mil alunos nas escolas públicas estaduais do Piauí e que tem o selo da agência da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nos últimos anos, a iniciativa se expandiu e alcançou outras cidades e instituições privadas. Em entrevista à YVIRÁ, a professora compartilha os erros, acertos e desafios da implementação da IA na educação. Encarar o tema é um caminho necessário e sem volta, mas que pede cautela e consciência. Confira a seguir.
Como a inteligência artificial está transformando o processo de ensino-aprendizagem?
ROSA VICCARI: Acompanho desde 2022 uma experiência nos Estados Unidos com a Alpha School, uma escola que trocou os professores tradicionais por sistemas de IA em algumas atividades. Os estudantes recebem conteúdo de ciências, matemática, línguas etc. de tutores de IA durante duas horas e meia por dia. Alguns alunos trabalham de forma online de casa, ou em computadores na escola, e no restante do tempo escolar desenvolvem outras habilidades com tutores humanos. Do que acompanho em grupos de pais, estes parecem estar satisfeitos. Destacam, inclusive, a possibilidade de personalização do estudo ao tipo de aluno. O sistema de IA é capaz de focar no ponto de dificuldade de cada estudante e trabalhar nele de forma direcionada. Há outros experimentos, no Reino Unido, que avaliam a equidade de acesso à IA e à educação através de grandes modelos de linguagem, como o do ChatGPT. Os pesquisadores fizeram alguns testes específicos para matemática, também sem tutores humanos. Estes faziam depois uma curadoria em cima das respostas que a IA dava para os alunos do Ensino Médio. A meta era a seguinte: se a IA chegasse a uma similaridade de pelo menos 64% com a resposta que os professores dariam aos estudantes, estaria posta a sua possibilidade de uso em larga escala. O resultado foi que a IA testada ultrapassou os 64% de similaridade com as orientações que professores dariam a um aluno frente a um erro de matemática. Além disso, os alunos que trabalharam de forma individual com a IA conseguiram resolver melhor novos problemas de matemática em situações futuras. São dois exemplos internacionais importantes. No Brasil, a IA também se disseminou rapidamente. Mas, aqui, entrou na educação fortemente pelos grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, DeepSeek, Claude, etc., que em princípio não foram feitos para essa área. Mas as experiências têm se expandido, incluindo um projeto pioneiro que iniciamos há três anos no Piauí.
Sabemos que a IA já fazia parte da vida desses jovens, então nossa preocupação é também conscientizar sobre as potencialidades e os limites dela, sobre o que ela agrega e os cuidados que devemos ter.
Do que trata esse projeto?
RV: Nosso projeto é de capacitação de professores, que vão lidar com os alunos. Já trabalhamos com cerca de 640 professores, alcançando 12.200 alunos do Ensino Médio de todo o estado do Piauí. No primeiro ano, trabalhamos com a ideia de que os docentes perdessem o medo e entendessem a inteligência artificial. No segundo ano, passaram a usar diferentes modelos de linguagem e outros aplicativos de IA para resolver problemas e entender como a IA resolve estes problemas. E agora, no terceiro, trabalharão com projetos de criação com a IA, que serão replicados aos alunos. Sabemos que a IA já fazia parte da vida desses jovens, então nossa preocupação é também conscientizar sobre as potencialidades e os limites dela, sobre o que ela agrega e os cuidados que devemos ter. Ao mesmo tempo, trabalhamos dois conceitos, o da IA conectada e da IA desconectada. Na IA desconectada, trabalham com jogos, canetas, papel etc., para simular um sistema de IA. Por exemplo, se estão estudando uma rede neural, alguns alunos podem ser os neurônios, outros as ligações. Em outras situações, podem usar os dois conceitos. Pegar a solução de uma rede semântica feita no papel, por exemplo, e passar a imagem para a IA interpretar. Pensando nas diferentes realidades das escolas, há escolas do interior do sertão com problemas de conexão, ou poucos equipamentos disponíveis, o que impede o uso de muitas aplicações. Capacitamos então os professores para que elaborem seus planos de aula levando em consideração esses dois conceitos. Há várias iniciativas similares hoje no Brasil, também com Ensino Fundamental I e II. Queremos começar este ano um desafio muito grande para o nosso grupo, que é levar a IA para a educação infantil. Neste caso, totalmente desconectada, com todas as salvaguardas de dados, imagem etc. Mesmo com os alunos do Ensino Médio cuidamos para que não usem dados ou fotos próprias. Se vão trabalhar com reconhecimento de padrões de imagem, sugerimos que coloquem fotos do cãozinho ou do gatinho de estimação, para se protegerem.
Os professores também devem entender a necessidade de cuidado com os dados dos alunos e os próprios. Ter essa consciência é importante, inclusive sobre a necessidade de usar a IA com propósito, porque ela consome recursos: luz, água, minerais.
Que avaliação faz dos principais erros e acertos desse projeto?
RV: Boa parte dos professores com que trabalhamos já vinham com ideias preconcebidas do que era a IA. Para alguns, era robótica. Sim, pode haver robótica inteligente, mas a IA não é só isso. Outros falavam da importância de tratar a IA do ponto de vista da ética, mas esquecendo que a ética não está na IA, está no humano que a desenvolve e usa. Não é simples separar esses pré-conceitos de como a IA opera na realidade. Uma parte positiva foi vê-los adaptando os ensinamentos que recebiam na capacitação ao contexto regional em que vivem. A partir do entendimento de certa ideia, adaptavam ao local onde estavam e compartilhavam planos de aula, sugestões de softwares de reconhecimento de imagem e outras ferramentas. Os professores se envolveram no processo, e isso foi um acerto. Um dos aprendizados que tivemos foi que não adianta fazer uma formação com base apenas no conteúdo ou no método de aplicação sem acompanhar os professores na aplicação com os alunos. Passamos então a acompanhar mais de perto, pedir para que encaminhassem planos de aula, compartilhassem vídeos explicativos uns com os outros, discutissem em grupo. Quando abrimos essas possibilidades, o grupo foi além do que esperávamos. Mas, claro, sempre com um acompanhamento nosso guiando para os benefícios e riscos da tecnologia. Afinal, a IA tem mudado não só o processo de ensino-aprendizagem como a própria educação midiática, que também se volta para o uso de IA hoje. Tudo isso demanda cuidados e adaptações. Seu uso deve ser consciente e crítico, para não terceirizarmos o nosso raciocínio. Ao mesmo tempo, não adianta chegar para meus alunos de Lógica na universidade e pedir para não usarem IA. Eles vão usar, já usam. Mas posso dizer: “Resolvam com IA, e depois vamos discutir aqui a solução, ver o que foi usado pela IA para resolver o problema etc.,”. É preciso que os professores tenham essa consciência porque, se não tiverem, estarão fora do mundo dos alunos.
Como se deve formar os professores de hoje sobre IA para atuação em sala de aula?
RV: Primeiro é preciso entender os limites e as vantagens dessa tecnologia. A IA não é criativa, ela é preditiva, gera algo em cima do que já viu. E tampouco tem empatia. Funciona bem no esquema um para um, mas não serve para trabalhos em cooperação que não sejam a cooperação entre IA e humano. Os professores também devem entender a necessidade de cuidado com os dados dos alunos e os próprios. Ter essa consciência é importante, inclusive sobre a necessidade de usar a IA com propósito, porque ela consome recursos: luz, água, minerais. É preciso usá-la com parcimônia. Aos poucos, a formação docente no Brasil incorpora esse debate. Sei que há iniciativas similares à do Piauí em andamento em São Paulo, Paraná, Espírito Santo. Os professores estão buscando essa capacitação. Principalmente porque a partir deste ano o ensino de computação se torna obrigatório, e computação, educação midiática e IA andam juntas. Ao mesmo tempo, o governo busca estabelecer governança da IA para orientar escolas e professores nesse uso, que ainda é muito novo, e não tem só lado bom, nem ruim. Traz os dois.
Em que grau de maturidade estamos em relação a essa expansão da IA na educação?
RV: Não é simples medir isso no Brasil, nem a nível internacional. Há influência de vários fatores, como conexão, quantidade de equipamentos, como o conteúdo é passado nas escolas, se entra de forma transversal, se tem disciplina própria. E o professor, consegue usar a IA com um mínimo de conhecimento, ou não? No exterior, há pesquisas sendo feitas para estabelecer o nível de maturidade dos professores no uso da IA. Um estudo da OCDE indica que o país da América Latina com maior avanço nesse sentido é a Colômbia. Depois vêm o Uruguai e então Brasil, Argentina e México. Esse ranking é estabelecido por meio de questionários preenchidos pelos docentes sobre como entendem, veem e usam a IA. Mas ainda falta muito para termos informações completas sobre as escolas, os professores e os alunos quanto ao letramento em IA. Quem está no dia a dia das escolas, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, não necessariamente são professores com formação em computação ou próximos à área de Exatas. São de áreas diversas. E precisam não apenas ter capacitação no tema de IA, mas saber aplicá-la em sua área, em sua disciplina. Não é um processo simples.
Como tem sido esse modelo no Brasil? A IA vai reconfigurar completamente o papel docente ou tende a ser um complemento para o professor?
RV: O Brasil tem optado pelo modelo de que quem coordena o uso da IA nas escolas são os professores. A capacitação desses profissionais, então, se torna ainda mais importante e relevante. E o uso que vai ser feito dependerá da maturidade para o uso de tecnologias de cada professor e de cada escola. Sou favorável a esse modelo brasileiro. Acredito que a educação tem conexão com o afetivo. Não concordo em retirar o componente humano, como nos exemplos mais radicais do exterior que mencionei. Mas também é verdade que o contexto demanda mudanças nas habilidades e competências dos professores. Vamos dizer, por exemplo, que um sistema de IA conhece geografia, e o aluno usa muito esse sistema para aprender geografia. Isso vai exigir que o professor não só seja um especialista em geografia, mas que tenha outras competências e habilidades para além do que já está na máquina. Os alunos vão tender a buscar o que é mais rápido, acessível, simples. Os professores precisam adaptar a forma como ensinam à medida que essa tecnologia vai mudando.
Com base nesse cenário, a educação está preparada para lidar com estudantes que usam a IA para escrever trabalhos e resolver problemas?
RV: A evolução da IA tem sido rápida, assim como seu impacto, e isso impõe um desafio importante. Eu me lembro quando nos deparamos com a pandemia da covid, e tudo foi fechado. Rapidamente coloquei meus alunos online, e na mesma semana seguimos as aulas, de forma remota. Mas a universidade, como um todo, levou um semestre até que todos os professores pudessem trabalhar dessa forma. Exigiu-se ampla adaptação. Revi o projeto para o semestre, mudei minha forma de ensino, passei a escrever mais para reforçar o que falava e solucionar dúvidas dos alunos. Adicionei mais exemplos e textos, uma vez que não poderia estar com eles no momento de atividade prática. Eu me sentia mais capacitada porque EaD era algo que eu já fazia há muitos anos, junto com o presencial. A IA, por sua vez, chegou muito mais rápido. E o grande debate é que, em vez de proibir e banir essas ferramentas, deveríamos buscar saídas para incorporá-las pedagogicamente. Proibir não rima com educar. Mas claro, é preciso ter regras. Concordo em usar celular em sala de aula apenas para atividades educacionais, senão a criançada ficaria o tempo todo no aparelho. Isso é integrar, ordenar. O mesmo acontece com a IA. Não há como proibir, é preciso lidar com ela, o que não significa ser ingênuo. É preciso conhecer limites e potencialidades. Além disso, é necessária equidade de acesso também. Quem tem conexão em qualquer lugar, quem pode pagar um sistema de IA em vez de só usar a IA livre, está em situação mais privilegiada. Precisamos de equidade de acesso à informação sobre quais são os cuidados que se deve ter e as vantagens que se pode tirar da tecnologia.
Como essa falta de acesso e o desconhecimento da tecnologia podem aprofundar desigualdades no processo de ensino-aprendizagem?
RV: Aqui entram diferenças de infraestrutura e qualidade de ensino nas escolas, além da falta de políticas públicas, tudo junto. Mas há outro fator nesse aprofundamento do desequilíbrio, que são os próprios algoritmos de IA. A inteligência artificial foi treinada e aprendeu a se comportar de determinada forma. E para ela “desaprender” é difícil, uma vez que não é simples localizar os lotes de onde vieram as informações que a levaram a aprender de certa maneira, ou quais foram as conexões dentro dos algoritmos que ligaram os dados que chegaram a uma classificação. Por exemplo, no caso de uma IA que consegue inferir o estado cognitivo de um aluno e mapeia suas dificuldades e deficiências, se essa classificação não for revista periodicamente e coordenada por humanos, a IA vai manter esse aluno no mesmo perfil, mesmo que ele melhore. É preciso que alguém mude o prompt, ou diga que de tanto em tanto tempo o aluno terá de fazer um teste para ver seu desempenho. Caso positivo, o perfil dele deve ser mudado. Veja a responsabilidade. É mais profundo do que apenas deixar o recurso disponível. É preciso disponibilizá-lo com qualidade e segurança.
Acredito que a educação tem conexão com o afetivo. Não concordo em retirar o componente humano, como nos exemplos mais radicais do exterior que mencionei. Mas também é verdade que o contexto demanda mudanças nas habilidades e competências dos professores.
Na sua visão, qual é a principal oportunidade que a IA abre para melhorar a educação e qual é o maior risco?
RV: A maior oportunidade vem do despertar de uma reflexão dos próprios alunos. Certa vez, em sala, os estudantes começaram a mencionar profissões que gostariam de seguir e a questionar em quais delas a IA já estava presente. Eles se perguntavam: “Mas a IA já resolve isso assim?” ou “A IA vai poder me ajudar nesse caso?”. A partir deste debate, alguns alunos passaram a repensar as etapas de formação ou de carreira em função dos avanços da IA. Isso vai além de usar a IA para gerenciamento escolar ou para facilitar o dia a dia do professor, fazendo suas tarefas mais repetitivas, por exemplo. Trata-se de os alunos entenderem o alcance da IA. Já sobre os riscos, na minha opinião, o maior deles é o fornecimento de dados. A IA hoje depende de como ela se adapta a cada usuário. E há um grande perigo no uso sem conhecimento. Há máquinas e humanos no controle de todos esses dados. Ao mesmo tempo, nossa exposição tem sido imensa: dos jovens que fornecem suas fotos em alguma consulta nos ChatGPTs às capturas de imagens de todos nós que se tornaram praxe nas portarias de acesso a prédios, instituições etc., sem controle de privacidade. A Europa normatizou o uso de imagens, mas, no Brasil, embora exista a Lei para o uso de imagem, ela não é respeitada por todos. É essencial que níveis diferentes de autoridades comecem a interagir e agir, principalmente, para que todos tenhamos o cuidado de onde queremos informar, manter e utilizar nossos dados.
Quais são os próximos passos que vislumbra nesse campo? O projeto do Piauí será levado a outros estados?
RV: Temos trabalhado com várias , propostas e faixas etárias. Nosso grupo concluiu um curso da UNESCO que o Ministério da Educação (MEC) vai oferecer para professores do Fundamental 2 e Ensino Médio. Também estamos com uma série de projetos de pesquisa. Um deles foca justamente na detecção da percepção da IA por professores e por alunos dos Ensinos Fundamental e Médio. O objetivo deste projeto é o de estudar como estudantes e professores de diferentes faixas etárias enxergam e utilizam a IA para medir o seu grau de maturidade. Há dois anos fizemos um estudo similar, por amostragem, cujo foco foram as escolas. A percepção foi que as escolas gastavam seus recursos financeiros para a aquisição de sistemas de IA de vigilância, através do reconhecimento facial. Outro projeto em andamento é sobre como chegar a parâmetros técnicos para decidir qual é a melhor IA para ser utilizada no ensino, nas condições brasileiras. No caso de uma escola, por exemplo, trata-se de pensar qual sistema atenderia melhor o seu contexto educacional. O primeiro requisito é que um sistema de IA educacional torne os dados anônimos. No geral, temos observado muito como escolas de outros países estão se adaptando e incorporando a IA em seus currículos.
A IA hoje depende de como ela se adapta a cada usuário. E há um grande perigo no uso sem conhecimento. Há máquinas e humanos no controle de todos esses dados.
Como imagina a sala de aula, por exemplo, em 2050? Haverá sala de aula em 20 anos?
RV: Pode haver, mas ela vai ser muito diferente. A educação vai estar nas nossas mãos, seja num celular ou em outro equipamento. A tendência é cada vez uma maior padronização e acesso sem fronteiras. Nisso eu vejo vantagens e possibilidades. Mas também vejo o risco de apagamento cultural de culturas indígenas e quilombolas. Incluindo suas línguas, que não são a “língua da tecnologia”. Há muitas mudanças pela frente. E, por isso mesmo, devemos estar atentos e cuidadosos para que esses fenômenos adversos não aconteçam.


