Yvirá Cátedra UNESCO de Educação e Diversidade Cultural UNESCO
NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2025 | nº4

A força dos programas de parentalidade na primeira infância

Elisa Martins
Jornalista, especial para a Yvirá

Em parceria com a família, a escola é um ambiente privilegiado de cuidado responsivo e seguro, e um alicerce para promoção do desenvolvimento.

O papel da interação social é muito potente. O professor é um mediador social: é ele que vai regular conflitos, que vai estimular aquela criança mais retraída, que vai ajudar a controlar o impulso daquela mais impulsiva.
Os programas de parentalidade funcionam muito bem quando abraçam essa estratégia de refletir junto com os pais, sem julgar, discriminar ou culpabilizar.
Há carinho e há disciplina, isso é cuidar de criança. É prática educativa. A disciplina é necessária, é como o contorno da margem do rio.  

No passado, pouco se falava de primeira infância, e hoje o assunto está em pauta. A conscientização aumentou, inclusive no âmbito legislativo e judiciário.

Elisa Martins
Jornalista, especial para a Yvirá

JANEIRO/FEVEREIRO 2026 | n°.5 | Professora, pesquisadora e psicóloga Maria Beatriz Linhares defende aplicação de projetos que aproximam famílias e escolas e mudam rumos de desenvolvimento infantil em contextos de vulnerabilidade

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

A primeira infância está em pauta no Brasil. Na mídia, na política, e principalmente no trabalho de pesquisadores que se debruçam sobre essa pulsante e intrigante fase do desenvolvimento infantil que vai até os 6 anos. Os desafios, porém, se colocam no mesmo patamar da visibilidade do tema. Fatores como pobreza e violência persistem como ameaças a um desenvolvimento infantil pleno e saudável, e as políticas públicas ainda são insuficientes para atender a demanda. Mas há pistas de por onde avançar, como conta a psicóloga Maria Beatriz Martins Linhares, professora associada sênior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora e integrante do Comitê Científico do Núcleo de Ciência pela Infância (NCPI).

Em entrevista à YVIRÁ, ela destaca a experiência de programas de parentalidade aplicados em escolas brasileiras, numa parceria entre escolas e famílias, que se revela potente para o desenvolvimento infantil. “Os programas de parentalidade funcionam muito bem quando abraçam essa estratégia de refletir junto com os pais, sem julgar, discriminar ou culpabilizar. São programas de prevenção universal, que ajudam os pais a discutirem e refletirem sobre cuidados com os filhos, e a identificarem as violências dentro de casa”, conta a também coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Prevenção de Problemas de Desenvolvimento e Comportamento da Criança (LAPREDES), pesquisadora do Centro Brasileiro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância (CPAPI) e membro da Rede CpE.

Em parceria com a família, a escola é um ambiente privilegiado de cuidado responsivo e seguro, e um alicerce para promoção do desenvolvimento.

A ciência tem demonstrado a importância da primeira infância para o desenvolvimento da criança e com impactos na vida adulta. Qual é a influência da escola nesse processo, principalmente nas crianças em situação de vulnerabilidade?

MBL: O desenvolvimento infantil é uma trajetória multideterminada, quer dizer, vários fatores contribuem para que esse desenvolvimento ocorra de forma plena e saudável. São fatores biológicos, ambientais e sociais. Nessa janela da primeira infância, fase que vai até os seis anos, a criança tem aquisições e domínios de várias habilidades importantes do seu desenvolvimento, nas áreas motora, cognitiva, emocional e social. A escola tem uma contribuição fundamental no desenvolvimento, pois é o ambiente coletivo em que a criança experimenta contatos com que não são da família, amplia seu mundo social e tem oportunidade de grandes aprendizados. Em parceria com a família, a escola é um ambiente privilegiado de cuidado responsivo e seguro, e um alicerce para promoção do desenvolvimento. Para isso, claro, precisamos ter qualidade nessa oferta, do contrário pode haver uma interferência negativa no desenvolvimento da criança.

Existe uma comunidade escolar ideal para esse objetivo? Quais são os elementos necessários para que esse benefício ao desenvolvimento aconteça?

MBL: Há alguns princípios e indicadores fundamentais. Na primeira infância, a criança precisa de um mediador social. Tanto na família quanto na escola, esse mediador é quem cuida. É a pessoa que vai se interpor a toda estimulação que a criança receber do ambiente e garantir avanços desenvolvimentais importantes, porque vai ajudá-la nessa reflexão, absorção e superação de desafios. É como um corregulador desse desenvolvimento, centrado nos pais ou cuidadores principais dentro da família, e nos professores. O primeiro marcador importante dessa comunidade escolar é um professor qualificado, que deve ter formação para atuar nessa etapa base do desenvolvimento. Quem educa crianças de 0 a 6 anos precisa desse perfil claro. Não pode ser o profissional mais mal classificado ou aquele que está para se aposentar, ao contrário! Esse professor precisa de energia, vivacidade, curiosidade e paciência. Não pode esperar uma criança sentada em uma carteira. Nessa fase são crianças descobrindo o mundo, fazendo hipóteses, crianças que querem saber como as coisas funcionam.

O papel da interação social é muito potente. O professor é um mediador social: é ele que vai regular conflitos, que vai estimular aquela criança mais retraída, que vai ajudar a controlar o impulso daquela mais impulsiva.

Como deve ser a formação dos professores que atendem a primeira infância?

MBL: Para começar, precisam entender de desenvolvimento. Saber o que é desenvolvimento motor, desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Conhecer o que promove esse desenvolvimento. A brincadeira que não é só lúdica, de diversão, tem uma finalidade muito importante na fase de 0 a 6 anos. É uma oportunidade desenvolvimental, onde a criança exercita o seu papel inclusive de adulto, quando brinca de “faz-de-conta”. O professor precisa entender esses aspectos. Saber o que está promovendo quando conta uma história, com perguntas, indagações. Esse professor abre portas. Traz um significado. Precisa ser um profissional que faça a ponte entre o que a criança aprende dentro das quatro paredes da sala de aula, e a vida. Precisa valorizar o senso de competência dessa criança, o conceito e a estima que ela tem de si, o quanto ela se sente capaz de fazer as coisas. Esse é o berço ou a janela de desenvolvimento mais importante. É muito potente. De 0 a 6 anos, a criança desenvolve um processo que se chama autorregulação. Ele começa quando bebê com a regulação fisiológica, por exemplo regulação do ciclo de vigília e sono, depois com 1 ou 2 anos vem a regulação emocional, que são os medos, os enfrentamentos, as emoções ainda desconhecidas, em torno de quatro aos seis anos a regulação comportamental, com a inibição de impulsos, do “eu quero, mas não posso”, ou do “eu quero, mas não devo”, etc. Daí a importância de professores qualificados, que devem receber uma educação permanente que reforce a importância e a responsabilidade dessa fase de desenvolvimento infantil. E toda a comunidade, escola e família, têm de estar comprometidas com esse entendimento.

O que as pesquisas indicam sobre a influência do entorno escolar e seus atores nesse desenvolvimento?

MBL: Há trabalhos da área de epigenética que mostram o quanto os ambientes, do ponto de vista da interação social, podem interferir inclusive na expressão dos genes. O papel da interação social é muito potente. E o professor é um mediador social: é ele que vai regular conflitos, que vai estimular aquela criança mais retraída, que vai ajudar a controlar o impulso daquela mais impulsiva. Então, ele é um balizador, um mediador dessas influências que a criança recebe e como ela vai responder a esse ambiente. Não adianta dizer que o professor vai saber como lidar com as crianças intuitivamente. Nem dá para ter uma escola que seja apenas depositária de crianças para os pais trabalharem. Muitos estudos reforçam que essa fase até os 6 anos é de um cérebro pulsante, com várias conexões cerebrais que, se não forem estimuladas, se perdem, se desconectam. Há uma série importante da revista científica Lancet, publicada em diversos anos, que explica a importância dessa fase de desenvolvimento inicial da criança. Outro trabalho, desenvolvido pela pesquisadora Dana McCoy, da Universidade Harvard, mostra como fatores de risco de pobreza levam à perda do potencial de desenvolvimento de crianças de até 5 anos em países de baixa e média renda. Isso traz consequências não só para o indivíduo, mas para sociedade, com impactos até econômicos. Existem trabalhos na área da economia do desenvolvimento que mostram inclusive os retornos para a sociedade de investimentos feitos na educação.

Os programas de parentalidade funcionam muito bem quando abraçam essa estratégia de refletir junto com os pais, sem julgar, discriminar ou culpabilizar.

Há também um papel essencial dos professores junto aos pais/cuidadores da criança, certo? Como deve ser essa interação com os pais em benefício da educação das crianças nessa fase, principalmente?

MBL: Essa é uma construção muito importante. O modelo criado pelo psicólogo Urie Bronfenbrenner tem uma construção bem interessante do ecossistema desenvolvimental. Há um microssistema, de interações diretas da criança, como com a família, ou com a escola, e há outra camada, que ele chama de mesossistema, que são as conexões entre a escola e a família. Já não é uma relação proximal direta, da criança com os pais, ou da criança com os professores, em separado, mas como a escola tem que interagir com os pais e vice-versa para promover esse desenvolvimento. Só que isso não está dado, não é posto, é um processo de construção, que começa com sensibilização e inclui investimentos na implementação de programas de parentalidade dentro do ambiente escolar. Eu e uma ex-aluna de doutorado, hoje parceira de trabalho, Elisa Altafim, temos trabalhado com um programa para fortalecimento da parentalidade positiva e prevenção de violência, tanto no ambiente familiar quanto nas escolas, e esse é um tema ao qual devemos estar muito atentos. São programas com evidências científicas, que conversam com o desenvolvimento infantil. Trabalhamos com programas de parentalidade em grupo, em oito sessões com os pais de crianças de 0 a 8 anos. Ter esses programas no espaço educacional é muito importante, porque aproximamos a família da escola e conseguimos fazer um trabalho educacional também com os pais. Convocar reunião de pais não pode ser só para contar problemas. A escola precisa ter atividades lúdicas e de lazer com as famílias. Os pais têm de reconhecer na escola um espaço comunitário, que os atraia. Os programas de parentalidade funcionam muito bem quando abraçam essa estratégia de refletir junto com os pais, sem julgar, discriminar ou culpabilizar. São programas de prevenção universal, que ajudam os pais a discutirem e refletirem sobre cuidados com os filhos, e a identificarem as violências dentro de casa. No começo muitos pais dizem que não vivem essas situações, mas às vezes a própria televisão leva violência para dentro de casa. Trabalhamos em um programa de ação para educar crianças em ambientes seguros, da Associação Americana de Psicologia, mas que não é exclusivo para psicólogos. Pode ser aplicado na saúde, na assistência social e na educação, e já foi implementado como política pública em alguns municípios. Fizemos um grande trabalho nesse sentido com crianças de escolas de 24 municípios do Ceará, e em Osasco, em São Paulo. Estamos começando também em Barueri (SP) e em cidades de Minas Gerais. São programas de efeito multiplicador. Ajudam pais e professores, que também têm filhos. Defendo muito esse modelo de unir programas de parentalidade com a educação na quebra de ciclos intergeracionais de violência. Muitos desses pais e cuidadores sofreram violência, e a maneira de lidar com ela é repetindo esse ciclo. Isso precisa ser quebrado, daí a importância dessa conjunção de aproximação entre escola e família.

Há carinho e há disciplina, isso é cuidar de criança. É prática educativa. A disciplina é necessária, é como o contorno da margem do rio.  

Qual é o impacto das práticas que pais e mães usam na educação e nos cuidados dos filhos? Homens e mulheres que não tiveram uma boa regulação de suas emoções e comportamentos tendem a repetir a mesma história como pais e mães?

MBL: Os pais lidam com os filhos baseados na história que viveram. Ou repetem o que receberam, seja positivo ou negativo, ou transformam isso. Muitos pais receberam uma educação muito rígida, autoritária e punitiva e repudiam fazer isso com os filhos. Às vezes, fazem totalmente o inverso, o que também não é bom, e acabam sendo permissivos, deixam a criança fazer tudo. Dentro das práticas parentais, existem diferentes estilos. Há os pais muito autoritários, punitivos, coercitivos, que não têm conversa, estabelecem uma relação de poder muito grande. Chegam a ser abusivos, sem muita lógica e indução de fazer entender por que as coisas acontecem. Dentro desse perfil pode haver o gritar, bater, beliscar, humilhar. Na outra ponta, está o permissivo, indulgente, que deixa tudo. Pode até ser afetivo, mas não tem regras, nem limites. E há o meio-termo, os pais com autoridade, participativos e democráticos. Há carinho e há disciplina, isso é cuidar de criança. É prática educativa. A disciplina é necessária, é como o “contorno da margem do rio”. Já os extremos são negativos, não ajudam a criança a se desenvolver. Ainda há os pais ausentes, que não participam, o que também é negativo. Muitas vezes os pais chegam nos programas de parentalidade muito desorganizados nesses estilos. Mas foi assim que aprenderam enquanto cresciam. Alguns até dizem: “Ah, mas fui criado assim, apanhei e mesmo assim consegui, estou aqui”. Hoje, já sabemos que isso é violência, e ela tem consequências. Não podemos arriscar. Igual no passado quando não usávamos cinto de segurança, ou filtro solar. Hoje temos muito mais consciência de tudo isso. Muitos estudos mostram que pessoas que sofreram violência na infância tendem a repeti-la. O risco de impacto negativo na interação de pais e mães com a criança e no comportamento da criança e nas práticas parentais é muito alto. Daí a beleza quando investimos em promoção do desenvolvimento e prevenção universal e vemos nos pais aquela vontade de mudar, sem que saibam como. O primeiro passo é tomar consciência. Ninguém muda comportamento sem identificar e ter consciência que tem algo para mudar. O mais difícil é quem ainda não percebeu que precisa mudar, mas em algum momento acaba “contagiado”. Acabamos de publicar um trabalho com mães com históricos de violência grave, moderada ou sem histórico de violência e trabalhamos justamente com esse programa para educar crianças em ambientes seguros. Observamos um efeito muito positivo nas práticas parentais de todas as mães, independentemente do seu histórico de adversidades, com consequências positivas para o comportamento da criança. Mesmo quando há um risco indicado, é possível reverter o processo e mudar trajetórias de vida. Pensemos em uma criança em situação de pobreza, insegurança alimentar, que nasceu numa condição adversa, seja de prematuridade ou de pais com nível educacional baixo. Quando atuamos com fatores de proteção, com uma boa escola, combinada a programas de parentalidade e de transferência de renda, por meio da ação também de políticas públicas, podemos mudar o curso dessa história. Modificamos o chamado impacto negativo do risco. Sem fazer nada, esse risco segue contínuo, intenso e crônico.

Que estratégias baseadas em evidências científicas são recomendadas para que essa parentalidade positiva possa ser de fato incorporada à prática de cuidados em cada família, e num âmbito mais geral, de iniciativas em políticas públicas?

MBL: As estratégias devem ser baseadas em um plano que efetive a implementação de políticas baseadas em evidências. Não podemos implementar em larga escala programas que não têm evidência científica de efetividade. O custo é muito alto. Já se sabe que quando se combinam programas de transferência de renda com os de parentalidade, juntos a uma escola de qualidade, com ambiente seguro, se oferece um alicerce sólido para o desenvolvimento infantil. Esse modelo de implementação em políticas públicas deve ser baseado em parâmetros de qualidade. O primeiro deles é a sensibilização. Gestores e profissionais em uma ponta e beneficiários na outra, precisam estar sensibilizados e conscientes para a importância desses programas. O segundo componente é uma boa organização de treinamento e formação com fidelidade dos profissionais envolvidos na atuação. Além disso, é preciso “nuclear”, quer dizer, formar os núcleos de trabalho. Quem vai coordenar esses programas? Quem vai supervisionar? Quem vai entregar, quem vai para a linha de frente? Quem vai monitorar? O monitoramento é essencial para saber o que deu resultado, o que não deu, quais foram as barreiras, aprender. No programa de parentalidade implementado pela Secretaria da Família em Osasco em parceria com a Educação, por exemplo, foi realizada a sensibilização, fizemos a formação com qualidade e fidelidade, por meio de um protocolo para garantir que se estava fazendo o que deveria ser feito. Depois foram formados os núcleos de oferta do programa nas creches do município e foi estabelecido um coordenador geral para então implementá-lo. Existe uma ciência da implementação que trabalha bem os parâmetros de qualidade das intervenções. E há um último componente, a sustentabilidade. Trata-se de estabelecer as diretrizes de como esse programa vai se manter ao longo do tempo nas instituições, seja no nível municipal, estadual ou federal. Tudo isso demanda planejamento, flexibilidade e adaptação em cada região do país, com suas particularidades, governança, e depende de decisão política para ser sustentável. É um grande ecossistema colaborativo que envolve pesquisadores, especialistas, professores e gestores.

No passado, pouco se falava de primeira infância, e hoje o assunto está em pauta. A conscientização aumentou, inclusive no âmbito legislativo e judiciário.

Qual é nosso grau de maturidade hoje nesse sentido como país? Como vê a perspectiva de avanço dessas iniciativas e o papel fundamental da ciência para a educação nesse processo?

MBL: Sou otimista sempre e acho que avançamos. No passado, pouco se falava de primeira infância, e hoje o assunto está em pauta. A conscientização aumentou, inclusive no âmbito legislativo e judiciário. Mas ainda lidamos com algum negacionismo de quem está na ponta, na gestão. Ao mesmo tempo, quem faz ciência no país precisa aprender a traduzir todo esse conhecimento na prática, para chegar a um bom termo para implementação de políticas públicas. Não dá para pensar em políticas públicas sem base em evidências científicas. Vemos a importância disso na área da saúde. Na educação, isso também precisa ficar claro. A teoria é muito importante, mas é preciso gerar dados, interpretá-los, usá-los para implementações de projetos. Quando pensamos em educação na primeira infância, o compromisso e a parceria colaborativa com o município são muito importantes para maior chance de sucesso. Existem, claro, as diretrizes federais e estaduais, mas as iniciativas municipais são essenciais na aproximação família-escola. Vemos como algumas cidades se “contagiam” quando veem bons modelos em outras. Querem fazer igual. Precisamos trabalhar para sintonizar essas parcerias. Ao mesmo tempo, ainda falta resolver déficits persistentes, como de oferta de creches, principalmente pensando em ambientes empobrecidos e crianças cujos cuidadores precisam trabalhar. A qualificação, como já comentei, com uma formação de qualidade do professor, somada a essa maior oferta e estimulação ao desenvolvimento, oferecem um ganho fundamental. É preciso oferecer possibilidades de educação permanente, e valorizar isso. O professor tem que ser valorizado na carreira. Nada disso é novo. Nós já sabemos. Precisamos colocar “a roda para andar”.

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